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E mais uma vez, ele senta em sua máquina de escrever, levando sua xícara em direção a boca entreaberta. O café já estava quase morno. Há muito vento lá fora, que entrava pelas frestas de sua janela. Ele não pensava o porque e nem o queria, simplesmente escrevia. Acende um cigarro. Falta um cinzeiro, mas foda-se, o café já terminou mesmo. Escrevia sobre tudo um pouco e era bem pessoal em suas histórias. Tinha alguma influência de Bukowski. Morava sozinho havia 5 anos, e quase nunca recebia visitas. Não que ele se preocupasse com isso, realmente, pois conheceu poucas pessoas que valeram à pena. "A maioria das pessoas falam demais", disse outro dia. Talvez por isso ele escrevia tanto, para não ser igual a elas. O tempo passa rápido e tenho que acordar cedo, pensa. Mas ele aceita as consequências numa boa. Na verdade, está cansado desta vida. Ele escreve sobre morar numa casa longe de tudo, e através disso consegue morar lá por alguns segundos. Ou minutos, dependendo do tamanho d...