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Mostrando postagens de 2010

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E mais uma vez, ele senta em sua máquina de escrever, levando sua xícara em direção a boca entreaberta. O café já estava quase morno. Há muito vento lá fora, que entrava pelas frestas de sua janela. Ele não pensava o porque e nem o queria, simplesmente escrevia. Acende um cigarro. Falta um cinzeiro, mas foda-se, o café já terminou mesmo. Escrevia sobre tudo um pouco e era bem pessoal em suas histórias. Tinha alguma influência de Bukowski. Morava sozinho havia 5 anos, e quase nunca recebia visitas. Não que ele se preocupasse com isso, realmente, pois conheceu poucas pessoas que valeram à pena. "A maioria das pessoas falam demais", disse outro dia. Talvez por isso ele escrevia tanto, para não ser igual a elas. O tempo passa rápido e tenho que acordar cedo, pensa. Mas ele aceita as consequências numa boa. Na verdade, está cansado desta vida. Ele escreve sobre morar numa casa longe de tudo, e através disso consegue morar lá por alguns segundos. Ou minutos, dependendo do tamanho d...

Natureza selvagem

"Na beira do mar, construo meu castelo de areia. Talvez para no futuro, ser visitado por uma sereia. Sereia bela, aquela Que com seus lindos cabelos negros, veio a me enfeitiçar. Bastava uma fotografia, para na beira do mar, a beleza eu congelar. Mas infelizmente, eu me sinto impotente. Que burrice a minha, construir meu castelo, com areia a beiramar. Como se não soubesse, que no futuro, todos iriam se afogar. A natureza, selvagem e incontrolável, com um toque de verdade, veio a desmoronar. Todo o amor, que com suor eu conquistei, Para no fim, sozinho eu ficar. Estúpido fui, quando da natureza, me apossei. Sem poder fazer nada, Vi indo embora, toda a beleza que um dia eu amei." Por Kim Metzger